terça-feira, 24 de abril de 2012

blogsia: ele

A garrafa está vazia
sua água tóxica e fria
alimentou o meu juízo vadio
sem corromper o meu brio.

A cerveja no copo na mesa do bar
cada um sabe de si, do seu jeito...
Cervejar-se não é defeito
um momento é curto para explicar.

Outra cerveja, por favor, quero tomar.
Ó, dama gostosa dos meus desejos,
quem ousa me censurar?

Beber-te-ei! Eis a sentença.
Ó, minha doce espúria namorada,
só o ébrio é livre, porque pensa.

Um comentário:

  1. Já está entre os meus favoritos! Seja bem vindo a blogsfera, Boa sorte. O que é até desnecessário da minha parte, desejar-te "boa sorte" já que você tem talento de sobra. Grande abraço.

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